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TAI CHI

por Teresa, em 13.05.15

tai chi rapariga.jpg

 

 

Quando falo em praticar uma actividade física penso quase sempre em dança (seja ela de que tipo for), natação, bicicleta, step, e mais numa série de coisas que implicam mexer  o corpo.

 

Tinha até, jurado a mim mesma, nunca me meter em aulas em que uma pessoa está praticamente parada. Só de pensar nisso dava-me nervos !

 

Percebi que, até agora, só me preocupei com o corpo e... esqueci-me da mente.

 

Claro que "cuspi para o ar e caiu-me o cuspo em cima"! 

 

Muitos anos e  milhares de situações de ansiedade depois resolvi, no outro dia, ir fazer uma aula de TAI CHI.

Isso mesmo... ouviram bem: TAI CHI.

 

Cheguei stressadíssima à aula porque saí tarde do emprego, apanhei muito trânsito, tive dificuldade em arrumar o carro.

Mas quando lá entrei o stresse ficou à porta.

 

tai chi pessoas.jpg

 

 

Era o fim de uma  tarde solarenga e a aula foi feita nos jardins lindos de um palacete.

 

O silêncio era total !

 

As alunas seguiam os passos do Mestre, sem fazerem  um som sequer.

 

Deu-me a a sensação até de que flutuavam no ar!

 

 Ao longe...apenas o chilrear dos passarinhos !

 

E eu, que sou tão ansiosa, parei no tempo. Esqueci-me do trabalho, do carro, dos chefes e do mundo lá fora. Concentrei-me apenas nos  movimentos que estava a começar a aprender.

 

É preciso paciência, coordenação e concentração.

 

Só sei que, quando terminei, a  minha mente estava limpa.

 

Tinha esquecido os problemas e ansiedades do dia, o mundo pareceu-me mais leve e a vida mais cor de rosa! .

 

E que bem dormi nesse dia!

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publicado às 14:24

Mais medicamentos para quê?

por Teresa, em 12.05.15

 

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Estou numa fase em que me apetecia estar Zen e... não consigo.

 

Estou preocupada com tudo, tipo " Preocupadinha da Silva"mesmo!

 

É verdade que o  trabalho está ao rubro, mas há outras coisas que me deitam mais abaixo do que o trabalho!

 

A minha  mãe, pela primeira vez na vida, em 84 anos, começou a apresentar sinais de depressão!  Deixou de ver o mundo cor de rosa como até aqui... e passou a vê-lo como ele é na realidade (ah!!!!. Já sei a quem saio, sempre tão positiva!).

 

Entrei, então,  naquela fase em que os papéis se invertem: somos nós, os filhos, que temos de  tomar conta dos pais, tal como eles nos faziam, quando em pequeninos caíamos à cama, com febre, com dores aqui e acoli... e sempre com muita mimalhice à mistura....

 

Pois é ...agora é a vez deles!

 

Comecei a acompanhar a situação mas a tarefa é mais dificil do que eu pensava, até porque ele há doentes e doentes: por um lado, os bonzinhos que aceitam fazer tudo o que se lhes diz e, por outro, aqueles que querem mandar nos médicos, recusam tomar medicamentos novos, adiam as consultas...

Pois é exactamente neste grupo maravilhoso que a minha querida mãe se inclui.

 

Resolvi escrever este post agora,  primeiro porque já vejo melhoras significativas na disposição da minha mãe,  depois porque, durante a ajuda que lhe dei deparei-me com situações engraçadas que me fizeram rir e pensar: "vou fazer um post sobre isto".

 

Na verdade, pensei que a coisa ía ser simples : bastava eu ficar a par de todos os remédios que a minha mãe tomava para transmitir à nova médica e ver o que se podia fazer dali para a frente.

 

Ora a minha mãe toma uma catrefada de remédios, desde há anos, depois de ter sido operada  ao coração.

 

Quem sabe o nome de tudo aquilo é o meu pai que os compra e lhos dá, à hora certa, ou mais precisamente, à hora que ela decidiu que era a hora certa.

 

E digo isto porque chegamos à conclusão que há dois comprimidos que seriam para tomar ao deitar, o que para o comum das pessoas seria às 10h ou 11h da noite, mas que para a senhora minha mãe, é às 2 horas da manhã que é a hora em que geralmente adormece.

 

Comecei a perceber que as horas dos comprimidos estão todas trocadas há anos: o que ela toma ao almoço deveria ser ao pequeno almoço, o do almoço seria ao lanche e por aí fora!

 

Pareceu-me estar no filme errado.

 

Anotei tudo para dizer à médica.

 

Depois, sentei-me com a minha mãe, para ver que medicamentos eram aqueles, e para que serviam. A explicação foi simples e directa:

- Ao almoço tomo o comprimido compridinho, todo branco.

- Que se chama...

- Isso não sei. Pergunta ao teu  pai.

- Depois , perto do jantar, é a vez daquele azul mais redondinho e um outo rosado.

- Mas, mãe, como se chamam ? E são para o coração, ou para o quê?

- Essas coisas não são comigo. Tens de perguntar ao teu pai. 

- Mãe - digo eu já desesperadissima - mas temos de saber o que estás a tomar, para dizer à médica.Vamos até pedir que te receite um antidepressivo- explico eu.

- Ó  filha mas para quê?! Eu não preciso de remédios novos. Dou-me muito bem com o que estou a tomar.

- Mãe, estás deprimida e é por isso que precisas de um antidepressivo .

- Não preciso, filha!  Eu já tomo um anti-calmente!!!!

 

Achei delicioso!

Só a minha maminka....

 

 

 

 

publicado às 22:35

Que saudades do meu Diário!

por Teresa, em 10.05.15

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Pois é, ultimamente tenho andado muito afastada das minhas bloguices (como eu costumo dizer) por motivos pessoais, que só interessariam se estivesse a escrever um diário, o que não é o caso.

 

Lembro-me que em nova, sempre que me acontecia uma " desgraça", eu escrevia páginas e páginas do meu diário, como que a desabafar contra o mundo!

 

E depois chorava até mais não!

 

Hoje, muitos anos depois, apercebo-me que, não só mudou a ideia de "desgraça",como mudou também o modo como reagimos perante a mesma!

 

Na adolescência a desgraça podia ser causada apenas por uma borbulha que aparecia sem avisar, e que teimava em nos estragar a beleza.

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A nossa reacção era péssima: irritávamo-nos, deitávamos a casa abaixo, não tinhamos a certeza se a culpa não seria da nossa mãe, ou, até da nossa irmã, que poderiam ter conspirado contra nós. Era mais que certo rejeitar o convite do namorado para sair, por causa daquela maldita borbulha! 

 

Sentiamo-nos feias, bruxas horríveis!

 

Mas desgraça era também a irritação por não termos ainda arranjado namorado (a culpa era de alguém,de certeza), ou por nos termos zangado um com o outro (caso tivéssemos um) ou por estarmos apaixonadas por alguém que não nos ligava pêva (mas porquê...se sou tão gira?).

 

E...sim...reagiamos muito mal: chorávamos, soluçávamos, borrávamos a pintura, sentiamo-nos os seres mais infelizes e miseráveis ao cimo da terra!

 

Hoje, a muitos anos de distância, quem me dera a mim que todas as desgraças continuassem a ser essas. 

Infelizmente, agora o que nos faz sofrer são as doenças e as mortes que vão acontecendo à nossa volta, umas mais longe, mas que não deixam de nos impressionar e, outras, que nos afectam directamente e nos deitam completamente abaixo.

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Que falta me faz o meu diário para poder escrever, escrever, escrever até voltar a fazer as pazes com o mundo!

publicado às 22:35


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