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Obrigada Sapo!

por Teresa, em 08.11.15

Obrigada sapinho pelo destaque! Fico sempre muito feliz!

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publicado às 22:22

Farripas nos olhos...

por Teresa, em 07.11.15

  

Ontem estava a ouvir um debate político que é sempre mais do mesmo, quando, às tantas, deixei de ouvir o que saía da boca dos intervenientes  para focar a minha atenção no cabelo de uma das senhoras.

 

No cabelo? Que futilidade! Mas isso, às vezes, acontece-me quando deteto uma situação mais  caricata do que o ususal.

 

Foi o caso.

 

 Tem mais a ver com o comprimento da franja . Explicando melhor : certas pessoas gostam de usar a franja tão comprida, tão comprida, que vai por cima dos olhos, sem interessar nada se isso afecta, ou não, a sua própria visão ou se traz ,ou não, um certo incómodo!

A elas parece não incomodar rigorosamente nada. A mim... irrita- me!! 

 

Ora aqui está uns exemplos do que falo.

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Como é que com aquela franja..aquela maldita franja,... uma pessoa pode continuar a falar normalmente, ignorando as farripas que lhe vão entrando pelos olhos dentro, de cada vez que mexe a cabeça, e não a fazem sequer pestanejar!

 

Para mim é uma perplexidade!

Mas...como conseguem?!!!!Apetece-me ir junto delas e por a franja para trás, ou tirar-lhe as farripas dos olhos, numa ânsia de as deixar mais aliviadas.

 

Os meus parabéns para quem consegue tal proeza!

 

 

 

Imagens tiradas do Google

publicado às 11:14

A birra entre governantes : afinal fico eu, ou entras tu?

por Teresa, em 05.11.15

portas-gov.jpg

 

 

Já não aguento com este clima de incerteza, insegurança e desalento  político em que vamos vivendo.

Os partidos uns contra os outros, dentro do mesmo partido deputados que vão divergindo uns dos outros (a uns apetece-lhes comer leitão da Bairrada e a outros não), o povo dividido entre novos e velhos, funcionáros públicos e os outros, os reformados e os activos....

 

Enfim... Se repararem bem a coisa até dava um filme cómico! Muitas vezes parece que estou a assistir àquelas pirrices entre miúdos, do género:

- o meu pai é mais rico do que o teu.

-Ai não, não... o meu é que é mais rico.

- O meu pai é polícia... ah..ah.. e o teu?

- O meu é ladrão...bem feita! Ganhei!!!!

 

Claro que não estamos aqui perante uma conversa de  miúdos.

 

Trata-se de conversas de quem governa, ou quer governar,este País!  Gente crescida e responsável, portanto...

 

portas e passos gov.jpg

 

 

Se não, analisem comigo estes diálogos, a que vamos assistindo e que se resumem mais ou menos nisto:

 

- Vocês ganharam as eleições????!! Isso é uma mentira vergonhosa!

- Não.O que eu estou a dizer é que vocês ganharam, mas não atingiram a maioria absoluta.

- Fomos nós que ganhamos as eleições! Metam uma vez por todas isto na vossa cabeça!

- Sim...mas perderam face aos resultados que tinham.... passaram de uma maioria absoluta para uma relativa.

- Mas GANHÁMOS! O POVO QUER QUE SEJAMOS NÓS A GOVERNAR!

- Sim, mas não podem avançar sem terem uma maioria que vos apoie. E acontece que nós temos essa maioria!

 

 

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A conversa que já vai bastante torta , azeda muito mais a partir daqui, quando é introduzido aquele tema...ai como é que eu posso falar deste assunto tão terrivel, de uma forma leve? É o tema... dos comunistas, aqueles que segundo reza a lenda, comem criancinhas ao pequeno almoço!

 

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É que, segundo parece, com esta coisa do acordo ou acordos com a tal esquerda radical, os comunistas estão a  ganhar terreno e podem mesmo chegar ao Poder!

 

E o diálogo prossegue mais ou menos assim:

-Vocês querem é o poder! Não importa como o conseguem!Parece até um golpe de Estado!

-Não se trata de querer, ou não, o poder. Trata-se de querer defender os relevantes interesse nacionais e fazer cumprir os compromissos internacionais.

- Vocês nunca quiseram dialogar connosco, desde o principio que se voltaram para os partidos mais à esquerda.

- Não... o que aconteceu foi que a negociação  convosco foi inconclusiva, ao contrário do que aconteceu com os outros.

- Mas como é possível estarem mais próximos deles do que de nós?  AS IDEIAS DELES SÃO RADICALMENTE DIFERENTES! Eles até defendem a SAÍDA DA UNIÃO EUROPEIA!!!

 - O certo é que estamos a entender-nos...e vamos fazer um acordo.

- Gostaria imenso de ver esse Acordo... Onde é que está o papel ? 

-"O papel' Qual papel?"...Ah!!! estão a falar do acordo! Está a ser feito para ser apresentado na Assembleia da República...

-Sim ...sim ..queremos ver isso! AHAHAH!!!!

 

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Então? Concordam, ou não, comigo em como há imensas semelhanças entre a briga de miúdos sem responsabilidades e a briga de políticos, adultos que comandam ou pretendem comandar os destinos da nação?

publicado às 23:30

Meditação à moda da Maminka!

por Teresa, em 04.11.15

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Quando as férias acabam e a rotina regressa às nossas vidas, começo com a quele bichinho de me apetecer fazer qualquer coisa, para além do trabalho, que dê para espairecer.

 

Agora que voltei a ser maminka, com a minha filha a estudar longe, sinto uma necessidade desesperada de fazer qualquer coisa que me distraia do dia a dia e me mantenha o pensamento ocupado.

 

Ginástica? Mm.... não , definitivamente não! Saio do trabalho tarde e a más horas e nem uma perna consigo levantar.... Fico, de tal forma, com os fusíveis desligados que não há diálogo possível entre a mente e o resto do meu corpo. Fazer exercício? Faça quem mais quiser!

 

Aprender uma língua nova, coisa que eu adoro. Mmmm... não! Ao final do dia, não sei se é com o avançar da idade, mas já nem uma frase em português consigo dizer, do principio ao fim. Com o cansaço já só consigo grunhir. 

 

Ler...ouvir música...sim isso faço com prazer mas...não são actividades regulares.

 

Até que às tantas descobri: vou experimentar fazer malha.

 

Lembro-me, como se fosse hoje, da minha avó a ensinar-me o b-a-bá  do crochê, do meu entusiasmo inicial e dos muitos trabalhos que fui fazendo ao longo da vida, e que acho que nunca cheguei a terminar.

O meu marido deixou de acreditar que fosse possível eu fazer uma coisa até ao fim.

 

E não é que tem razão?! É que quando namorávamos prometi, um dia, fazer-lhe uma camisola para lhe oferecer com todo o meu amor e carinho.

 

Comecei entusiasmada, mas às tantas quando a coisa começou a ser difícil... desisti.

 

E apesar do amor imenso que por ele sentia, só consegui acabar a  parte da frente da camisola...

Ficou a faltar e falta, até hoje, o resto da dita cuja.

 

Ao fim de todos estes anos, ainda guardo religiosamente a minha obra incompleta, para me recordar a calona que fui.

 

Desta vez decidi-me por uma manta.

 

Todos os dias me entusiasmo por a ver crescer e.... esmoreço quando a tenho de desmanchar outra e mais outra vez.

.

 Para ajudar à festa o  meu marido pergunta: " o que é que estás a fazer'"

-Uma manta! -respondo eu pela milésima vez!

- Mas ontem não era uma coisa maior ?!!!!

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-Era, mas tive de desmanchar, porque me enganei. Mas não deixa de ser uma manta!

-Ah vi logo! Ontem parecia uma manta, hoje parece uma tripa.

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É neste clima de entusiasmo que eu continuo a tentar fazer a tal manta que imaginei.

 

Se já acabei? Não!!!!

 

Quando acabo? Não faço a minimima ideia! Talvez no próximo inverno...who Knows....

 

Até lá... a focagem e a concentração tem de estar no contar das malhas: 1,2,3, laçada e enfia no buraco e outra vez 1,2,3... e assim, sucessivamente , sempre com o mesmo ritmo e a mesma cantilena, como quando em pequenina, debitava as tabuadas: 2 vezes1...2, 2 vezes 2.....4.....

 

Aí esqueço-me do mundo lá fora, das coisas chatas da vida e do facto da minha filha estar longe.

 

É uma espécie de meditação, à minha moda! 

 

publicado às 21:45

Tanto azedume para quê?!

por Teresa, em 03.11.15

 

 

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Às vezes dou comigo a observar as pessoas no seu dia a dia ...

Acho piada!

Assisto a situações que me fazem rir, outras que me dão para pensar, outras que vão ser objecto de uma das muitas histórias que tenho nesse dia para contar, ou que vão servir de tema para sobre aquilo escrever...

 

No outro dia, quando me preparava para atravessar uma rua perto de minha casa, reparei numa senhora bem mais velha, que se colocou ao meu lado,  à espera que o sinal ficasse verde, para passarmos.

 

De repente, apareceram 3 adolescentes, na maior risota, com aquele ar de-como-o-mundo-é-belo-aos-17-anos!

 

 Apesar do sinal estar vermelho para os peões, os jovens resolveram atravessar por não se avistar qualquer carro no horizonte.

 

 Aquela rua nem sequer é especialmente perigosa!

 

Sorri....

 

Quem é que aos 17 anos tem paciência para esperar que os sinais nos ditem as ações: verde para avançar ou vermelho para parar, mesmo quando não venha carro nenhum?!!!

 

O que mais me surpreendeu foi a reação da tal pessoa que estava ao meu lado, que se virou para o grupo de jovens e gritou:

- " Era bem feito que viesse um carro e vos passasse por cima !"

 

Mas que raio de azedume era aquele?

Que mal lhe teriam feito aqueles ou outros jovens? Preferia ela que os jovens tivessem sido atropelados por não terem esperado pelo sinal verde para os peões?

 

Só me lembro de ter pensado:

Deus me livre e guarde de, daqui por 10 anos, a maminka estar assim tão azeda!

 

 

 

 

 

 

publicado às 12:33

E o fim de férias foi assim!

por Teresa, em 30.08.15

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Ontem acordamos com uma disposição diferente da habitual!  Afinal era o último dia de férias!

 

Eu diria que a alegria quase que esteve desaparecida!

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A cadela deu voltas e voltas ao jardim, a marcar território como de costume, mas sem a garra habitual!

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A bebé desfez-se em lágrimas quando viu todos os brinquedos, com que tinha brincado durante o Verão, serem desmontados e arrumados lá bem longe!!!  

 

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A avó teve uma baixa de tensão quando começou a pensar numa nova mudança e no regresso à capital!

 

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A filha adolescente, sem mais, nem porquê, andou nostálgica o dia todo!

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Eu e os restantes adultos, apanhamos os últimos raios de sol sem a motivação do costume, demos uns mergulhos menos estridentes na piscina , tiramos as últimas fotografias sem a risota habitual e fomos fazer as malas sem qualquer vontade!

 

Os barulhos de Verão foram ficando longínquos, os nossos risos deram lugar a suspiros e a noite, que era para ser de um luar fantástico, acabou por ser ensombrada por algumas nuvens!

 

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Que saudades tenho já das nossas férias!!!

publicado às 16:48

O bronzeado: ontem e hoje!

por Teresa, em 25.08.15

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ANOS 70 e 80

Quando era jovem,num tempo que era o meu, o estar bronzeada era a melhor coisa do mundo!

 

Sentíamos-nos giríssimas, tipo "Rainhas da festa"e tínhamos imensa saída!

 

O bronze dáva-nos um ar giro e super saudável! E os outros também nos achavam assim! E, só por isso, já éramos felizes!

 

O intuito era, passarmos um dia inteirinho na praia e esturricarmos, literalmente, ao sol!

 

Tínhamos pressa de alcançar o bronzeado perfeito!

 

Para isso valia tudo!

 

Protector solar ?! O que era isso?

 

Lembro-me apenas de um boião com creme de cenoura , assim tipo alaranjado. Era um creme que "fritava" até mais não!

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Protecção zero!

 

Havia até quem usasse coca-cola para acelerar o processo de bronzeamento!

 

Bronzeados, inconscientes mas...muito felizes!

 

 

Anos 90 e seguintes

 

Começámos todos a ganhar alguma consciência sobre os perigos do sol, do buraco na camada de ozono.

 

O sol em excesso pode causar muitos danos à saúde!

 

De nosso maior amigo, o sol passou a poder ser também nosso inimigo.

 

Aí ...quando o medo se começou a apoderar de nós, começamos a usar protectores solares, ou melhor dizendo, a fingir que usávamos .

 

Mas com factores pouco elevados!

 

Chegámos a fazer assim: Primeiro púnhamos o tal creme de cenoura. Quando víamos que estávamos a ficar muito escaldados, dava-nos o peso na consciência, e passávamos para um creme com uma protecção mais elevada, tipo factor 6 .

 

Púnhamos aquilo por cima, para emendar a borrada que tínhamos feito inicialmente.

 

É claro que o escaldão já ninguém nos tiráva!

 

ACTUALDADE

 

Não batam mais no ceguinho. Já percebemos tudo: O Sol é bom, mas quando apanhado com moderação.

 

Aliás, como tudo na vida!

 

Agora já somos politicamente correctas: Apanhamos menos sol, colocamos cremes de protecção mais elevada: Começamos com um de factor 20 nos primeiros 3 dias, depois passamos para o factor 10 e nos últimos dois dias de férias colocamos o factor ... 4 . E se ainda houvesse terminava feliz com o meu adorado creme de cenoura!

publicado às 18:27

Férias e livros: sempre!

por Teresa, em 24.08.15

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Férias são sinónimo de praia, sol, mar, dormir, estar em família, rir, espairecer...mas não concebo falar em férias sem, de imediato, pensar em livros.

 

Apesar de ler ao longo de todo o ano, é nas férias que a leitura tem um sabor especial e único!

 

Tenho todo o tempo do mundo para entrar nas histórias, nas vidas das personagens, de me entusiasmar , de me emocionar, de ler sem parar!

 

E isso é tão bom! Isso sim são férias!

 

É por isso que é muito importante escolher os livros que se levam na mala!

 

Este ano venho acompanhada de dois livros, que estou a ler em simultâneo :

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1- Um deles foi muito recomendado pelos amigos da blogosfera e colocado no Top 10 de toda as revistas da especialidade: "A rapariga no comboio" Ainda só li as 100 primeiras páginas e estou a adorar! Não é um mero thriller! É um livro fantástico , absorvente que nos surpreende, sempre e mais em cada página, e à medida que vamos avançando na sua leitura! Adormeço a lê-lo e acordo a pensar nele! Será que se mantém assim até ao final?! A ver vamos...

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2- O outro livro, não é de ficção (infelizmente é bem realista), chama-se " Os bébés de Auschwitz"e foi comprado depois de ter visto um documentário na televisão sobre uma dessas bébés que hoje já é avó.

É um livro muito bem escrito pela biógrafa Wendy Holden que descreve a história da vida incrível de três mães, antes e depois de serem levadas para os malditos campos de concentração !

É arrepiante só imaginar o que terão passado !

 

É de louvar tanta coragem e dignidade!

 

Como conseguiram estas mulheres, sobreviver a tanta humilhação, a condições de vida desumanas, a tanta fome,tanto frio,tantas dores, e tanto HORROR?!

 

E, como é que, mesmo contra tudo e contra todos, conseguiram dar à luz, e até amamentar, os seus bébés, apesar da extrema magreza em que se encontravam?!!!

 

Sabem que mais? Depois de ler este livro olhei para o céu e fiquei infinitamente agradecida a Deus por ter tido uma maternidade fantástica.

 

Tive enjoos? Incharam-me as pernas? Não conseguia dormir bem com o barrigão? Chorava por causa das hormonas? Tive de ficar três meses de cama porque corria o risco de abortar? Tinha muito medo do parto?

 

Pois, ao pé destas 3 mães que tiveram de mentir, enganar a fome, o frio, a dor na alma, que ficaram sem maridos, e sem grande parte da família, as minhas queixas durante a gravidez , foram só mimalhice acumulada !

 

Leiam e vejam se eu não tenho razão!

publicado às 23:48

Férias, crianças e ar livre!

por Teresa, em 23.08.15

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 Férias com crianças são muito melhores se forem ao ar livre e em dias cheios de sol!

 

No meu tempo, sempre que íamos de férias, ouvia muitas vezes os adultos (pais, avós, tios) dizerem, entre dentes:"Que Deus nos ajude com o tempo! Se vamos para lá, com a criançada toda e nos chove em cima, "é a morte do artista"!

 

Nunca consegui perceber o significado disto. Porque receavam os adultos que a chuva poderia matar um artista? E de que artista estariam a falar?!

 

O que poderia correr mal quando nos preparávamos para ir para o Alentejo com os pais, avós, irmãos,alguns tios e primos?!

 

Só conseguia pensar nas nossas brincadeiras, nas descobertas que fazíamos, nos banhos na lagoa, no barco, nos nossos passeios, na risota pegada!

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Mas tudo isto era feito ao ar livre! Com céu azul, calor e muito espaço !

Tenho a certeza que nesse tempo passado cá fora, nas brincadeiras e nesse mundo só nosso,não incomodávamos ninguém!

 

Até porque os adultos queriam mais era sossego e preferiam ficar dentro de casa.

Assim chegávamos à fórmula perfeita: adultos para um lado, e crianças para o outro, o que significava férias-para-todos!

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Só depois de sermos pais e tios conseguimos compreender o porquê da chuva poder ser mesmo "a morte do artista".

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Se chove vamos todos para dentro de casa.

 

Acaba-se o ar livre e todas as brincadeiras cá fora!

 

E ... a partir daí o caldo está entornado! A criançada vira barata tonta sem saber o que fazer dentro de um espaço mais limitado e fechado! E,então, começa o massacre aos adultos:

 

- Quanto tempo falta para a chuva parar ?

-Não sei!

-Quando podemos ir lá para fora brincar?

-Não sei!

- O que é que podemos fazer aqui dentro de casa?

- Vejam televisão !

- Mas aqui não temos MEO!!!

- Peguem nos Tablets!

- Mas vocês proibiram-nos! Disseram que o ar puro nos fazia melhor!

-Sim ... Mas até parar a chuva podem voltar a jogar!

- Só que agora estávamos mesmo a gostar de brincar lá fora!

-MAS NÃO PODE SER PORQUE ESTÁ A CHOVER! 

-Que chato!!!

-Vocês é que estão a ser chatos! Vão para os vossos quartos falar, jogar ou fazer o que mais lhes apetecer!

- O pior é que queremos mesmo ir lá para fora!

 

Chegados a esta fase do diálogo, das duas, uma: ou as crianças são salvas pelo gongo, porque a chuva pára tão abruptamente como começou, e podem finalmente correr lá para fora e retomar a brincadeira, ou se fecham nos quartos, com um ar rezingão e amuado, como se toda a culpa do mundo fosse dos adultos ou, quem sabe, de um tal artista que deveria mesmo morrer assassinado!

publicado às 20:40

Perplexidades infantis - A confissão dos meus pecados

por Teresa, em 14.08.15

fotog cofissão on line.jpg

 

Até ao secundário andei num Colégio de Freiras, que adorei!

 

 Foi lá que, com a ajuda preciosa das freiras e das professoras que ali leccionavam, a minha personalidade começou a ser moldada.

Ainda hoje sou religiosa, acredito em Deus, mas não sou praticante.

 

Há coisas que me  levantam muitas dúvidas e que, já naquela altura, me causavam alguma perplexidade.

 

Duas vezes por mês, podiamos ser dispensadas das aulas para nos irmos confessar.

Claro que, apesar de não ser obrigatório, ía tudo minha gente! Era a única forma de nos livrarmos da seca da aula que estávamos a ter, para  podermos cumprir um dever religioso.

 

E aí a euforia era total! Que bom vir apanhar ar! Aquele intervalo vinha memo a calhar!

 

Mas, passada a euforia inicial, a ida ao confessionário não tinha nada de entusiasmante.

 

Afinal o que é que nós, miúdas de 10, 11 e 12 anos, podíamos ter feito assim de tão grave para nos termos de confessar? Quantos pecados deveríamos ter feito (um, dois, três)? Não seria preferível confessarmo-nos directamente a Deus?

 

Chegadas lá abaixo à Capela do Colégio, e enquanto esperávamos pela nossa vez, sentadinhas no banco, questionávamo-nos sobre o que íriamos dizer ao padre:

- Vou dizer que bati à minha irmã - dizia uma;

- E, eu, que desobedeci à minha mãe - dizia outra;

- Pois eu vou confessar que digo muitos palavrões.

 

Bater na irmã?! Embirrar uma com a outra seria o mesmo?

Desobedecer aos meus Pais?! Amuar contaria?

Dizer palavrões?!"Parva"seria palavrão suficiente para confessar ao Padre?

 

Mas afinal o que faria ali, uma miúda como eu que, sem ter pretensões a ser uma futura Madre Teresa de Calcutá, era uma criança responsável, certinha e  muito by the Book ?!

 

Claro que quando chegava à minha vez, e porque achava que ficava mal não ter nada para confessar, acabava por inventar uma série de "pecados", onde misturava as coisas vividas por outras, e não por mim.

 

Reconheço agora que, sem nunca me ter apercebido, estava a cometer um verdadeiro pecado:mentir a alguém!

 

Ai maminka...maminka!!!!

 

 

 

publicado às 16:08


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