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Baby sitting por meia hora

por Teresa, em 06.09.14

Acabada de chegar de férias fui sondada pela minha cunhada sobre se podia ficar a fazer um pouco de baby sitting à minha sobrinha mais nova, só para se poder escapar até ao supermercado mais próximo, para comprar algo que lhe faltava para o jantar.

Apesar do cansaço e do stresse traumático causado sempre pelo fim de férias pensei :”Porque não maminka? Meia hora passa rápido..."

Esta minha sobrinha, tem três anos e é daquelas miúdas loirinhas de olhos azuis como o mar, com uma vozinha delico-doce, a combinar perfeitamente com o ar frágil e franzino que aparenta.

Foi até com um ar embevecido que pensei em como são adoráveis as crianças desta idade!

Não podia estar mais enganada!

Conhecem aquelas histórias em que os pais contratam uma pessoa para tomar conta do filho e a criança faz a vida negra à pessoa em questão?

Pois eu estive num filme desses.

Não demorou muito para que aquela criança angelical, e que adora a “titi” (como carinhosamente me chama) se transformasse na criança- pareço-que-não parto-um prato-mas-esperem-para-verem-do-que-sou-capaz!

Comecei por me sentar no sofá, assistindo à brincadeira dela com uns bonecos que adora. Não tinha passado nem um minuto já ela:
-Titi, quero o meu "au-au".
-Está onde?
Segui-a, pelo longo corredor até ao quarto dela. Nada!
Seguiu-se a cozinha, também não estava. Talvez casa de jantar. Bingo!
Lá estava " o au-au" sentado à mesa onde ela o tinha colocado para almoçar com a família.

Ufa! Tinham passado 5 minutos e já tínhamos percorrido grande parte da casa, à procura do boneco!

Voltei a sentar- me na sala.... mas nem aqueci o lugar:
-Titi... Água!
-Mas acabou de beber há pouco tempo. Está com muita sede?
- "Xim"
-Cálculo! - rosnei eu.
Voltei à cozinha e trouxe-lhe um copo de água, que ela quase nem chegou a provar...

Ao fim dos 10 primeiros minutos a minha opinião sobre crianças loiras de olhos azuis começava a mudar ligeiramente...

Tentei, então, que se se entretivesse com um dos mil brinquedos que tem ... mas sem grande êxito:
Andou um minuto no cavalinho de pau e cansou-se;virou uma caixa de lego para o chão, brincou 3 minutos mas...cansou-se; foi buscar os lápis de cor, papéis, mesa e cadeira para pintar, e...ao fim do segundo rabisco, cansou-se. Ela e eu!

O quê a mãe ainda não voltou?!! Ah... Ainda só passaram15 minutos! Pois...

Resolveu, então, ir buscar a bola azul, e com uma voz doce, mas firme, gritou:
-Titi, atira!
-Agora " meu" ( tradução: agora sou eu).
- Agora a titi! Não ... Não é " axim" com a mão. É com o pé!

Depois de bola para cá e bola para lá e, quase sem eu dar por nada, a criança desapareceu!
Procurei-a por toda a casa, chamei-a e... nada.Nem um som...nem um ruído!
Aí o meu coração acelerou e quase me saltava pela boca!
Apesar de saber que ela estava dentro de casa, imaginava-a numa situação de perigo!
O que dizia à mãe? Perdi a sua filha?! Não sei onde se meteu!

Teria soado muito estranho!

Encontrei-a finalmente (depois de muito a procurar), metida dentro da própria cama, com os lençóis a cobri-la por completo ....e a prender a respiração para que não a descobrissem!

Que valente susto me pregou a loirinha !

Quando a mãe entrou porta adentro pude finalmente sair daquele filme!
Naquela altura já tinha chegado à conclusão que criança loira, doce e frágil ...só se fosse a filha da vizinha!

publicado às 09:43


1 comentário

De BataeBatom a 09.09.2014 às 22:22

Hilariante!
Neste verão, também fui presenteada com uma surpresa semelhante. Porém, era do sexo masculino e com alguns anos a mais do que a sua sobrinha.
Veio jantar a minha casa, com os pais, e ficou sentado junto a mim e a outros jovens adultos da família. Ao início, o miúdo era mesmo engraçado. Apesar de não ser natural de Portugal e de ter estado por cá apenas de férias, até dominava relativamente bem o nosso idioma.
Mas de engraçado passou a chatinho. E de chatinho passou a "maçador". E de maçador passou a diabólico! Puxava os pelos dos braços dos que o rodeavam para ter atenção. E não se calava. Comentou-se que ele falava mais do que respirava!
Dois familiares chegaram mesmo a seguir-me até à cozinha, onde me confessaram que precisavam de um intervalo. Mas quem é que apareceu na cozinha momentos depois? O miúdo...

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